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Lançamento da pré-candidatura coletiva Flavio Serafini lota Clube dos Democráticos

Atividade ainda contou com a presença de Sônia Guajajara, Chico Alencar, Tarcísio Motta e Talíria Petrone

Conhecido pelo deputado que chuta bombas de gás de volta quando a polícia dispara contra manifestações pacíficas e por subir o tom de voz até mesmo com o CHOQUE quando o assunto é democracia e tentam impedir servidores públicos e a população de entrar em uma Assembleia Legislativa, o mandato coletivo Flavio Serafini lançou sua pré-candidatura a deputado estadual do Rio de Janeiro na noite desta segunda (07 de maio) lotando o Clube dos Democráticos, na Lapa, Rio de Janeiro. A atividade começou com uma emocionante homenagem das mulheres à memória de Marielle Franco e reuniu movimentos sociais de diversas localidades do estado do Rio de Janeiro que reivindicaram para si o histórico de lutas do mandato coletivo e reafirmaram suas pautas para o Programa Movimento que Serafini carregará nessas eleições. Além disso, a unanimidade dos discursos sobre a necessidade de tirar de uma vez por todas o PMDB do governo e construir um novo Rio de Janeiro deu o tom em uma noite que reuniu militantes de diversas cidades do estado.

As intervenções foram organizadas em pequenos blocos de convidados ao palco que apresentaram suas contribuições e manifestaram apoio à pré-candidatura coletiva. Participaram do primeiro bloco Glauber Braga – deputado federal do Rio de Janeiro, Henrique Vieira – pastor evangélico e do canal Esperançar, Luizinha de Nanã – Yalorixá e defensora dos direitos humanos, Eliomar Coelho – deputado estadual do Rio de Janeiro. O segundo bloco foi formado por Dodora Mota – professora e histórica militante de Volta Redonda, Renato Cinco – vereador do Rio de Janeiro, Paulo Eduardo Gomes – vereador de Niterói, Fabíola Oliveira do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e Geandro Ferreira Pinheiro – representante dos trabalhadores da saúde. Então subiram ao palco Luciana Boiteux – professora de Direito da UFRJ e pré-candidata à deputada federal, Alexandro Lopes – ex-metalúrgico do Comperj e do movimento SOS Emprego, Rafael Lazari da luta antimanicomial e em defesa da reforma psiquiátrica, Ivanete Silva – professora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação, Rumba Gabriel – movimento de favelas do Rio de Janeiro. Por fim ainda falaram Silvana do Monte – advogada parceira do mandato coletivo e de diversos movimentos sociais, Manu Amaral – militante de juventude anticapitalista e membro do Diretório Central dos Estudantes da UFF, Jadson dos Santos – movimento de caiçaras em Paraty, Nadine Borges – luta por memória, verdade e justiça, Benny Briolly – transativista do setorial LGBT do PSOL, Sonia Guajajara – coordenadora nacional da Associação dos Povos Indígenas do Brasil e pré-candidata do PSOL à presidência, Chico Alencar – deputado federal e pré-candidato do PSOL ao Senado, Tarcísio Motta – vereador do Rio de Janeiro e pré-candidato ao governo e Talíria Petrone – vereadora de Niterói e pré-candidata à deputada federal do Rio de Janeiro.

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Flavio Serafini finalmente tomou a palavra e começou agradecendo a presença de cada um, afirmando ser impossível para os socialistas enfrentar um processo eleitoral se não de forma coletiva. Ressaltou a necessidade das construções horizontais e democrática para sucesso nas lutas sociais e agradeceu os tantos companheiros e companheiras de diversas batalhas: “É só assim que a gente se anima para seguir em frente”. Flavio seguiu afirmando que não gosta de fazer inimigos em sua vida, mas não deixou fugir à responsabilidade quando declarou que “se hoje os poderosos do Rio de Janeiro nos perseguem e atacam é porque algo de bom estamos fazendo. E Isso só foi possível porque fui mais de um, fui coletivo”. O pré-candidato não poupou palavras para afirmar o caráter coletivo do movimento que representa sua pré-candidatura e foi enfático ao afirmar que sem o apoio de cada camarada durante esses quase quatro anos de mandato ele não teria tido condições de chegar até onde chegou.

Serafini seguiu fazendo uma necessária análise do país onde afirmou que em períodos de crise a política se estreita e não cabe mais espaço para a conciliação de classes. Lembrou do golpe político que acabou por acelerar a implementação de uma série de retrocessos para o país, que vão da reforma trabalhista ao congelamento dos investimentos públicos. Para ele, o Rio de Janeiro acompanhou a crise nacional ganhando contornos ainda mais dramáticos devido a situação precária em que a máfia do PMDB jogou o estado. Lembrou das resistências da Vila Autódromo e dos pescadores da Baía de Sepetiba logo que o mandato coletivo começou a funcionar e deixou nítida sua crítica ao fato dos trabalhadores terem pago a conta do arrocho econômico: “a crise fechou escolas, não pagou servidores, fechou hospitais e UPAs enquanto anunciava milhões em isenções fiscais para cervejarias e outras grandes empresas privadas”. Para Serafini, a crise social multiplicou a violência e os processos de criminalização do povo negro e pobre aumentaram vertiginosamente, acompanhados de um discurso cada vez mais militarista para a segurança pública.

Caminhando para o fim, Serafini tentou resumir a ideia do mandato coletivo como um instrumento pautado pelas resistências da população contra os variados retrocessos que a conjuntura recente nos impôs e lembrou a importância da (re)existência em períodos difíceis como os que atravessamos: “Reexistir é fundamental para renovarmos nossa capacidade de resistir novamente. Essa resistência é uma força que vem de baixo e coletivamente está aprendendo que pode governar suas próprias vidas”. Antes de terminar, não esqueceu de citar Marielle, a mulher que “tentaram enterrar sem saber que era semente” e que cuja execução continua sem explicação por parte da polícia. Por fim, encerrou com poesia de Guimarães Rosa no clássico Grande Sertão Veredas: “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.”

flavio punho cerrado

Confira a carta de convocação para construção da pré-candidatura coletiva Flavio Serafini:

Nos últimos anos, nossa democracia, já tão frágil, está sendo bombardeada por todos os lados. A barbárie avança a passos largos, assassinou 61 lideranças camponesas, indígenas, caiçaras e quilombolas em 2016; massacra o povo dos territórios periféricos e favelas e – ainda não conseguimos acreditar -, levou nossa querida Marielle.
Desistir de lutar, dar passo atrás não está em nosso horizonte. Teimamos em ter esperança, acreditamos ser possível derrotar aqueles que em nome da ganância e da violência empobrecem nossas vidas e nos tiram a paz. Vamos seguir em frente, lutando e sonhando por um mundo novo.

É nessa perspectiva que apresentamos a pré-candidatura de Flavio Serafini a deputado estadual. Mais do que a busca pela reeleição de um parlamentar, sua campanha representará, ao mesmo tempo, uma história de militância, a parceria com dezenas de movimentos e organizações políticas e a construção de uma bancada do PSOL na ALERJ à altura dos anos em que foi liderada pelo companheiro Marcelo Freixo.

Tivemos muitas vitórias nesses três anos e meio de mandato. Estivemos na linha de frente contra a quadrilha do PMDB, lutamos (e conseguimos!) vitórias diante da política de fechamento de escolas e de sucateamento do Sistema Único de Saúde, aprovamos projetos que podem impactar a vida de milhares de pessoas como, por exemplo, a redução da tarifa das Barcas Charitas, as leis sobre adoção, a licença paternidade de um mês para servidores, entre outros.
Ao mesmo tempo, em que marchamos ao lado de milhares de pessoas nas ruas contra Cunha, Temer, Pezão e suas reformas, golpes e desmandos. Na histórica Greve Geral de 28 abril enfrentamos a repressão na defesa dos direitos de trabalhadoras e trabalhadores.

Essa pré-candidatura é, enfim, construída a muitas mãos e conjugada no plural. Queremos que você também venha participar, vamos juntos seguir em Frente.” – Flavio Serafini

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