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Nota da Setorial Ecossocialista do PSOL sobre o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho/MG

Há 3 anos, o rompimento da barragem de rejeitos da empresa Vale do Rio Doce no distrito de Bento Rodrigues, Mariana/MG, causou o maior desastre ambiental da história do país. Hoje, 25 de janeiro de 2019, a história se repete como tragédia: outra barragem, na região de Brumadinho/MG, rompeu-se, derramando o volume de 1 milhão de m3 de rejeitos de mineração altamente tóxicos na Bacia do rio Paraopeba, deixando um rastro de morte, dor e destruição.

Trata-se de mais um desastre que não foi natural. Nenhuma barragem rompe-se por acaso. É ecocídio. É homicídio. Assim como em Mariana, a responsabilidade do desastre em Brumadinho é da Vale e da omissão dos governos estadual e federal, que não tomaram providências depois dos graves acontecimentos anteriores. Ressalte-se ainda que a barragem de Brumadinho estava na lista das barragens avaliadas com risco de ruptura, mas não houve qualquer alteração dos protocolos de segurança relacionados ao funcionamento desses empreendimentos. Do contrário, mesmo com a grave tragédia de Mariana, o Código da Mineração foi alterado para flexibilizar a legislação e facilitar a instalação e operação gananciosa e predatória das mineradoras, em benefício do poder econômico e em nome dos vultosos lucros das empresas.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL), teve como uma das marcas de sua campanha diversas manifestações contra a proteção ambiental, declarando que há uma suposta indústria de multas do IBAMA no país, como se acontecimentos como os de Mariana e, agora, de Brumadinho, fossem invenções midiáticas ou obras do acaso. Bolsonaro considera as leis ambientais como um “atraso ao desenvolvimento”, e vem atuando de todas as formas para desestruturar a gestão ambiental e solapar a proteção dos bens naturais do país. Ricardo Salles (Partido Novo), condenado por crimes ambientais justamente por beneficiar mineradoras, foi recentemente por ele nomeado como Ministro do Meio Ambiente.

Não podemos mais suportar esse conjunto de ataques aos bens naturais do país e a lógica destruidora dos modos de vida de inúmeras comunidades que deles dependem para desenvolverem os seus modos de vida. Exigimos a responsabilização da empresa Vale do Rio Doce! Pela reparação imediata dos danos pessoais, sociais e ambientais à bacia do rio Paraopeba! Que a sociedade e as comunidades sejam respeitadas na determinação das alternativas técnicas e locacionais das estruturas, bem como das áreas que devem ser protegidas das atividades com impactos intensos e irreversíveis!

Manifestamos nosso pesar e nossa solidariedade a todas as vítimas, humanas e não humanas. Toda a força aos moradores da região de Brumadinho!

A vida acima do lucro!
Ecossocialismo ou barbárie!

Setorial Ecossocialista do PSOL, 25 de janeiro de 2019.

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