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5 desafios da Juventude em tempos de Corona Vírus

Se por um lado os jovens são os menos afetados pelos graves sintomas do vírus COVID-19, por outro é essa juventude que carrega os maiores desafios e responsabilidades no meio da crise. Além da crise de saúde mundial temos o aprofundamento em velocidade recorde da crise econômica do capitalismo, que atinge todos os níveis da vida. Por isso, resolvemos elencar 5 desafios e responsabilidades dos jovens no Brasil em tempos de Coronavírus. 

1) Isolamento: A responsabilidade que com frequência temos ouvido falar é o fato dos jovens, por serem mais resistentes ao vírus, são constantemente um vetor oculto de propagação da doença, tendo assim que redobrar o cuidado em relação ao contato físico e ao convívio social. O isolamento social tem pelo menos  dois desafios: o primeiro é enfrentar a dificuldade de não encontrar os amigos como fazemos de costume, pois dormimos depois de um sextou sem saber que íamos demorar para ter outro. O segundo desafio aqui é ser criativo para pensar as alternativas para sobreviver ao isolamento. Aliás numa fase cheia de desejos e de possibilidades como é a juventude, o que posso fazer de dentro de casa? 

2) Enfrentar os interesses dos grandes empresários capitalistas: Não podemos negar que os jovens hoje ocupam os postos de trabalho mais instáveis e precarizados do país, trabalhando em supermercados, Call Centers, Shoppings, e etc. 

Grandes empresários que nesse momento tem se preocupado mais com o lucro do que com a vida das pessoas num geral, tem obrigado os jovens a continuar trabalhando, burlando as recomendações dos órgãos de saúde e mantendo as portas dos locais de trabalho abertas. Pela situação imperativa de precariedade dos empregos, os jovens vem sendo alvo desde chantagens até demissões em massa. Torna-se um enorme desafio fazer frente às empresas que não querem liberar os seus funcionários como tem feito a página @coronacapitalismo e pensar formas de luta pela garantia de trabalho, emprego e renda. 

3) Solidariedade: Ainda como responsabilidade coletiva, são os jovens que possui todas as ferramentas de criar saídas alternativas solidárias com o sofrimento da população nesse momento. Seja com outros jovens que trabalham em serviços essenciais e que não poderão deixar de trabalhar, seja com as famílias que desde já pela ausência de políticas efetivas de garantia de emprego e renda começaram a passar fome! Iniciativas concretas tem acontecido, como por exemplo estudantes das universidades de várias áreas se organizando para fazer máscaras e equipamentos de prevenção para profissionais de saúde, campanha de arrecadação de alimentos para famílias de baixa renda e campanhas nas redes sociais que pressionam os governantes a tomar medidas que aliviam os problemas mais sentidos do povo.

4) Saúde Mental: Queríamos nós que falar “atura e não surta” fosse o suficiente para manter a sanidade mental com o mundo “desabando” em um momento crucial e cheio de planos em nossas vidas. O medo do futuro, a angústia e a ansiedade muitas vezes vão tomando conta de nós. Nesse momento é um enorme desafio ter esperança, porque ela por si só não nos garante uma saída. Precisamos transformar a Esperança num “Esperançar”, tanto no sentido de sermos pacientes e esperar para entender todas as mudanças em nossas vidas, mas também para conseguir transformar nossas angústias, aflições e medos em coragem, luta e saídas benéficas para a crise. Precisamos cuidar de nós quanto possível e em condições para com os que estão ao nosso redor; mesmo que não fisicamente.

5) Se organizar para defender o nosso futuro: Pouco a pouco a pandemia e a crise econômica nos mostra como os erros do passado nos afetam no presente. A flexibilização das leis trabalhistas, por exemplo, tem contribuído bastante para as demissões em massa; a aprovação da Emenda Constitucional 95 que colocou um teto para os gastos públicos limitou o Sistema Único de Saúde (SUS), tão importante nesse momento; a retirada de investimento em pesquisa nas universidades inviabiliza a busca de saídas científicas e condições básicas aos cientistas que necessitam de bolsa para seguir a vida. Todas as ações dos nossos governantes no passado nos afetam. É  nosso desafio impedir que essas mesmas pessoas destruam o nosso futuro, seja nos matando indiretamente por não cumprir recomendações de saúde, seja por não tomar as medidas que precisamos para garantir emprego, renda, alimento e saúde a toda população. Está em nossas mãos barrar os absurdos que são contra o povo, parar as ideias massacrantes e genocidas dos nossos. Essa tarefa não é impossível, em vários momentos da história desse país os jovens demonstraram seu papel em mudar os rumos do Brasil de forma positiva. Para isso estar junto, organizar-se é essencial. 

São muitos os desafios da juventude nessa crise. Che Guevara uma vez disse que o jovem tem  “a tarefa de ser essencialmente humano, ser tão humano que se aproxime ao melhor do humano. Purificar o melhor do homem por meio do trabalho, do estudo, do exercício de solidariedade continuada com o povo e com todos os povos do mundo, desenvolver ao máximo a sensibilidade até se sentir angustiado quando um homem é assassinado em qualquer canto do mundo e para se sentir entusiasmado quando em algum canto do mundo se alça uma nova bandeira de liberdade.”

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