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Por que o Subverta participa do processo eleitoral?

Afinal, por que o Subverta participa do processo eleitoral?

Espaços de poder formal, em especial a institucionalidade, são espaços em que há participação limitada, ou sequer há participação, de pessoas como nós, que somos a maioria do povo, filhos da classe trabalhadora. As casas de poder por todo o país reproduzem uma lógica machista, colonial, lgbtfóbica. Acreditamos em outra forma de fazer e representar a política. Feminina, negra, favelada, LGBTQIA+, enraizada nos territórios. Com a cara, o corpo, as cores e a luta de quem constrói essa terra, mas ainda não detém o poder político, econômico nem social desse país. Juntamos nossos sonhos com o de muita gente que luta todos os dias para construir uma alternativa de projeto de país. 

A eleição é o momento em que temos oportunidade de conversar com toda a classe trabalhadora, fazer a disputa de corações e mentes contra os nossos inimigos. Encontrar pessoas dispostas a depositar confiança em nosso programa e na nossa política – que não diz respeito somente à uma alternativa de projeto de país, mas também a uma forma de fazer política, – pode aproximar mais pessoas para a luta ecossocialista. Por isso as experiências como os mandatos coletivos, que subvertem a lógica personalista do poder e criam relações com os movimentos sociais, feministas, de juventude, da negritude, dos lutadores pela terra e dos povos indígenas são tão fundamentais. 

Abster-nos desse processo é, não só abandonar todo esse caldo político do qual poderíamos nos apropriar, como também deixar o conjunto da classe órfão de ideias revolucionárias. O único programa a que terão acesso nas eleições será o da burguesia. Não é isso que queremos. Devemos estar em todos os espaços, a partir do nosso programa ecossocialista e da nossa independência de classe, onde seja possível disputar parte da classe trabalhadora para a nossa política.

Nossos sonhos, no entanto, não cabem nas urnas. A luta, para nós, não começa hoje e termina ao final do segundo turno. Participar de um processo eleitoral é consequência do trabalho que a gente desenvolve todos os dias, de uma luta concreta enraizada em território. Tampouco entendemos a institucionalidade burguesa enquanto fim, mas como instrumento para contribuir no desenvolvimento das lutas sociais, protagonizado por elas. A atuação no parlamento só faz sentido porque temos muita luta fora dele, e é porque queremos transformar esse país que também disputamos eleições.

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