Salvador vive uma tentativa de silenciamento: Todo Apoio à Bancada do PSOL
Pela primeira vez na história de Salvador, o PSOL tem uma bancada. Uma bancada representativa, composta por um professor e uma marisqueira, ambos negros e retintos. Uma vitória dos trabalhadores da capital baiana, uma demonstração da nossa força e da luta por reparação e justiça. No entanto, vereadores da situação insistem em dizer aos nossos parlamentares que a Câmara Municipal de Salvador não é o lugar deles. Após diversas ofensas racistas e criminosas, nossos representantes enfrentam agora uma nova onda de ataques articulados e covardes.
Mesmo com maioria na Câmara Municipal e tendo sido reeleito com ampla margem em 2024, o prefeito Bruno Reis demonstrou sua fragilidade diante da força da mobilização popular. A greve das servidoras e servidores municipais, especialmente das professoras e professores, foi uma resposta contundente à política de desvalorização promovida pela gestão Carlista. A sociedade compreendeu o recado: por trás da propaganda, das festas, e das obras midiáticas, esconde-se um governo inimigo da educação pública e aliado da velha política dos conchavos e dos coronéis.
Desde então, uma ofensiva tem se desenhado contra o PSOL e suas lideranças, como retaliação direta ao apoio à luta grevista e, de forma mais ampla, como estratégia de criminalização da luta social em Salvador. O que inicialmente poderia parecer uma reação isolada da extrema direita baiana revela-se, cada vez mais, como parte de uma articulação política envolvendo o governo municipal e setores empresariais conservadores, interessados em manter a cidade sob o controle dos de sempre, sem espaço para o povo preto, periférico e trabalhador.
A absurda tentativa de cassação do mandato do vereador Hamilton Assis, sem provas e permeada por racismo, é o exemplo mais explícito dessa escalada autoritária. Os ataques difamatórios à vereadora Eliete Paraguassu seguem o mesmo padrão: deslegitimar sua voz, sua história e seu mandato. A representação contra Kleber Rosa no Ministério Público e, a ação contra o deputado estadual Hilton Coelho na Assembleia Legislativa, ambos também do PSOL, compõem um processo orquestrado contra aqueles e aquelas que fazem oposição real em Salvador.
Não se trata de episódios isolados, tampouco de ataques apenas a indivíduos ou a um partido. Trata-se de uma grave ameaça à liberdade política, à atuação parlamentar independente e ao direito da população de ser representada por quem compartilha de suas lutas e sonhos. Trata-se, em última instância, de um ataque à democracia e a todas as vozes que se levantam por justiça social, dignidade e igualdade.
O Subverta, tendência ecossocialista e libertária do PSOL, repudia com veemência essa escalada autoritária. Nossa luta é por justiça social, por direitos e pela construção de uma cidade que acolha e reconheça as lutas históricas do povo negro, das mulheres e da classe trabalhadora. Lutar e defender os trabalhadores não pode ser criminalizado. Essa é uma estratégia da direita para silenciar os lutadores e lutadoras que ousam defender uma sociedade mais justa, democrática e solidária.
Todo apoio ao vereador Hamilton Assis.
Toda nossa solidariedade à vereadora Eliete Paraguassu.
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